Greve dos professores adia início das aulas no estado

A semana começou atípica, e não foi só pela chuva mansa que se estendeu desde a madrugada até o início da manhã desta segunda-feira. Hoje, milhares de alunos da rede estadual de ensino deveriam voltar à sala de aula para o início do ano letivo de 2017. As crianças matriculadas na rede privada já iniciaram suas atividades há vários dias; as da rede municipal, idem.  No entanto, o sindicato dos professores decidiu que os docentes que lecionam nas escolas do estado não começarão o ano letivo por causa da decisão do governo de parcelar o aumento da categoria, definido pelo piso nacional do magistério.
O piso é definido pelo Ministério da Educação e representa o menor valor a ser pago para um professor em regime de trabalho de 40h semanais. Este ano, o percentual  de aumento foi de 7,64%, elevando o piso de R$ 2.135 para R$ 2.298. Ainda é pouco diante da responsabilidade de um professor na formação de jovens e adolescentes, mas ainda assim o governo alega que não tem como pagar esse valor todo de uma vez. E propôs o pagamento parcelado, sendo a primeira etapa paga em janeiro; e a segunda ,no meio do ano.
Só que os professores não aceitaram e deflagraram greve a partir de hoje, quando estava marcada a volta às aulas, já com atraso em relação as outras escolas. Nem precisa dizer que o maior prejuízo fica para os alunos, que competem em desvantagem com os que podem pagar uma escola particular e já estão com o conteúdo bem adiantado a esta altura do ano.
É de se questionar a prioridade de valores definida pelo estado. Evidentemente que todas as categorias profissionais precisam e merecem ganhar bem pelo trabalho que realizam, mas educação, saúde e segurança, indiscutivelmente, deveriam estar na linha de frente. Sem professores motivados, a educação não prospera, os alunos não aprendem e o estado continuará a amargar baixos índices de desenvolvimento. Os professores, assim como os pais de alunos, não entendem como existe dinheiro para pagar 42 deputados, sendo que foram eleitos apenas 30, e falta para pagar quem ajuda a tirar os jovens da escuridão da ignorância. Na verdade, uma coisa alimenta a outra.
FONTE: Cidade Verde

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